"Quando se procura o Senhor não se tem necessidade mais nada". (Beata Maria do Divino Coração)

Chamo-as pelo seu nome | Carta a Deus


Senhor, sou eu, a Samaritana do Sec. XXI, que Tu conheces muito bem. Às vezes encontro-me contigo, assim de fugida, para que ninguém descubra o que vai no meu coração. Não quero que saibam destes encontros, podem achar ridículo, chamarem-me “beata” ou alienada. As pessoas até dizem que sou uma rapariga realizada, tenho um emprego, um carro, um apartamento… tenho quase tudo o que é necessário para ser feliz. Colaboro na paróquia, nas campanhas de Solidariedade, ajudo muitas pessoas a resolver os seus problemas, faço parte de uma equipa de rua para ajudar os sem abrigo… e tudo o que já sabes. Mas sei também que sabes tudo a meu respeito e por isso, sabes que eu ando à Tua procura e quero encontrar-me contigo no poço da minha vida.

 

Hoje, escutei algo muito importante! Percebi que tinha um lugar para Ti no meu projecto. Apenas um cantinho, muito escondido, para não me incomodar, mas estavas aí quando eu precisasse de Ti. Meu Deus!!! Como é possível? É precisamente o contrário! Eu é que tenho de procurar o meu lugar no Teu Projecto. “Como é que Tu, sendo judeu, me pedes água para beber?”

 

Diz-me, Senhor, o que queres de mim? Qual a minha vocação? Ando inquieta… tenho muita sede da água viva que só Tu podes dar. E sei também que estás aí sentado, há muito tempo, à espera da minha água. Falta-me a coragem para ir ao Teu encontro, tenho medo de olhar nos Teus olhos e de Te ouvir de novo: “Vai chamar o teu marido”. Pois eu sei que já tive muitos “maridos” e nenhum me preenche.

 

Senhor, dá-me dessa água para “ir contigo ao deserto para me falares ao coração”. Sabes, Senhor, atrai-me a vida religiosa! Mas tenho muitas dúvidas. Não sei com quem devo falar. O que irão pensar as pessoas que me conhecem? E se não tenho vocação? E se tudo o que sinto é apenas uma ilusão? Serei capaz de viver em comunidade? E como vou fazer com o meu emprego e as minhas coisas? Quem cuidará dos meus pais que já estão a ficar velhinhos? Ah! Senhor, eu não sou capaz de deixar tudo, tenho estes “maridos” todos a impedir-me. Só de pensar nisso, fico com as pernas a tremer e o coração apertado. Ponho a música alta, afogo-me numa actividade frenética para não pensar mais neste assunto. Mas quando me apanhas em silêncio, não consigo parar de pensar em Ti.

 

Até quando, Senhor, continuarei a dizer que o poço é fundo e que nem sequer tens um balde para eu tirar a água. E quando chegará a hora de eu perceber que ando a morrer de sede quando Tu dizes: “Se soubesses quem Te pede água para beber, Tu é que lhe pedirias…”. Por favor, Senhor, não me abandones na minha sede, dá-me dessa água viva para que eu tenha coragem de mergulhar neste mar imenso que és Tu Senhor!

 



27 de Agosto de 2012

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