"Uma pessoa vale mais que o mundo" (Santa Maria Eufrásia)

Chamo-as pelo seu nome | Vocação uma resposta de amor


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Quando alguém chama por mim, é porque já me conhece de algum lugar. Vibro ao escutar o meu nome e respondo de imediato. Quando Deus chama, merece uma resposta. Ele não chama no vazio, no anonimato, na multidão. Ele desce à realidade concreta de cada um de nós e faz-nos um convite. Não porque sejamos melhores ou piores do que os outros, mas porque queremos responder a quem nos chama pelo nome. Foi precisamente o que aconteceu com Abraão. Para entender essa história convém ler Génesis 12, 1-33.

 

A caminhada de Abraão contém muitos elementos de uma história vocacional. Como todos os itinerários vocacionais, registam-se bons momentos, sobretudo quando Abraão revelou a sua fé em Deus e provou ser-lhe fiel. Mas também está marcada com episódios dolorosos, quando foi fraco, medroso, mentiroso, mau, enfim, um pecador como qualquer um de nós. Ele não era nenhum santo do altar, cuja perfeição estivesse muito distante da nossa. Lutou para combater todos estes males que nos são tão familiares. Sim, lutou, mas encontrou Deus. A sua história é marcada pela presença de Deus, apesar de todos os seus erros. O mesmo sucede com a nossa história.

 

Se pararmos um pouco para reflectir sobre as intervenções de Deus ao longo da nossa vida, damo-nos conta de que há momentos fortes em que sentimos mais a presença de Deus e temos uma percepção bastante sensível de que Ele está, nos toca bem no fundo. Claro que cada pessoa é chamada para uma missão específica. Isto não significa que toda a gente tenha que ser chefe de uma nação ou ser Pai de uma grande descendência. Esta foi a Missão de Abraão. A tua, a minha, a nossa será outra e cada uma é muito importante. As nossas histórias vocacionais, à semelhança de Abraão, têm também a “etiqueta” com a marca de Deus. Nós temos necessidade de ouvir o chamamento de Deus e de receber a Sua bênção para continuar a nossa peregrinação.

 

Abraão é uma figura muito importante, não só para os judeus mas também para os cristãos e muçulmanos. Mas o que torna Abraão importante não é o seu carácter, as suas qualidades, as suas obras, mas sim a sua fé e obediência ao chamamento de Deus. Não foi tanto o que fez Abraão, mas sim a acção de Deus. A caminhada de Abraão é rica em elementos comuns a qualquer ser humano: sucesso, fracasso, fé, hesitação, relações atribuladas, alegrias. Em Abraão podemos ver o homem vulgar através do qual Deus actua. O que está em causa não é a importância de Abraão mas a importância de Deus na vida dele.

Pela história de Abraão ficamos a saber que é possível ter uma relação de amizade com Deus. Ele chama e actua através de pessoas frágeis e pecadoras, como nós, para desempenharmos a missão que Ele desde sempre projectou ao chamar pelo nosso nome. Dizer sim, quando tudo corre bem, e dizer não, quando surge a dificuldade, é negar como Pedro: “Não conheço este homem” (Mc 14, 68). Como é possível não reconhecer a voz do amado? Na nossa vida vulgar, o invulgar, o inesperado também acontece e os encontros mais profundos impulsionam a dar respostas que só com a força de Deus é possível.

Com Abraão, aprendemos a conhecer-nos e a compreender o significado do nosso chamamento. Vocação é isso mesmo. É uma resposta de amor a quem nos chama por amor.

 

Rosário Oliveira

 

 



13 de Fevereiro de 2012

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