"Que a vontade de Deus seja a nossa força e o seu cumprimento a nossa alegria". (Beata Maria do Divino Coração)

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Vocação?

É um risco nas mãos de Deus

 

O que é a Vocação?

Vocação é o chamamento de Deus para uma missão ou um serviço a concretizar. Pelo baptismo, todos somos chamados à vocação universal da santidade. Deus destina-nos para grandes projectos, mas nem sempre somos generosos na resposta. Além disso, há muitas vocações na Igreja a que chamamos vocações específicas como o matrimónio, o sacerdócio ministerial, a vida consagrada e os ministérios laicais. Todas têm origem em Deus. É Ele que chama e espera a nossa resposta livre e responsável.

 

A Vocação não é:

A vocação não é um sentimento. Às vezes ouvimos dizer: “Eu sinto vocação...”. A vocação não se sente. É uma certeza interior que nasce da graça de Deus e que toca a pessoa e pede uma resposta. Se Deus chama, a certeza irá crescendo na medida em que a resposta for generosa e fiel.

A vocação não é irrevogável, iniludível: muitos pensam que ter vocação é viver na certeza. Nada disso. A vocação é um dom de Deus e não termina nunca. O meu sim tem de ser constante, dia após dia, crescendo na fidelidade. Não é uma segurança matemática. Vocação é um risco do amor, mas vale a pena porque é um risco nas mãos de Deus.

Vocação não é um refúgio para quem tem medo de enfrentar os problemas da vida.

Vocação não é uma profissão como qualquer outra.

 

Como se descobre a vocação?

- Pelos sinais

Há momentos na vida que experimentamos a presença de Deus muito próxima de nós: através dos acontecimentos, de um livro que nos desperta a atenção, de pessoas concretas que nos falam e transmitem Deus, de tantos modos e circunstancias. Por vezes há um “bichinho” dentro de nós que nos inquieta, nos desinstala a fazer algo mais pelas pessoas que sofrem, pelos marginalizados, doentes, crianças maltratadas, injustiçados. E olhamos essas pessoas com amor, porque temos a percepção de que é Jesus que mora aí.

 

- Colocando-me diante de Deus

Procuro fazer silêncio interior e vou para um lugar tranquilo (quarto, capela, Igreja, campo...). aí coloco o meu coração e o pensamento nas mãos de Deus para escutar o que Ele tem para me dizer.

Hoje há muitos jovens e menos jovens que têm medo de descobrir a vocação e por isso não fazem silêncio e arranjam muitas desculpas e defesas para dizer não.

 

- Talentos

Quando Deus chama, também dá as qualidades necessárias para desenvolver a vocação. No entanto, é difícil descobrir se uma pessoa tem vocação ou não. Para isso, é importante pedir apoio a um sacerdote ou a um orientador (a) vocacional para ajudar a fazer o discernimento espiritual. Assim, depois de um período contínuo de discernimento, poderá dar uma resposta mais consciente e conhecer-se mais um pouco. Se chega à conclusão que Deus o chama, não espere muito para dar a resposta. Se ainda continua com dúvidas, aproveite os encontros e retiros vocacionais organizados pela diocese ou congregações religiosas. Faça algumas experiências de voluntariado, pergunte, informe-se, não fique à espera que as coisas caíam do céu.

E quando a família não aceita a decisão?

Deverá convencê-los com o seu testemunho de vida com as atitudes, perseverança e determinação. É necessário dar tempo para que os pais assimilem a sua decisão. Além do mais, a vocação dada a um filho (a) é extensiva aos pais, e um dia eles irão compreender.

E se eu descobrir que não tenho vocação, poderei voltar atrás?

Com Deus não se brinca. Se uma pessoa tem vocação, Deus não vai retirá-la conforme o Seu capricho. Ele é sempre fiel. No entanto, todo o ser humano é imperfeito e falha nos seus compromissos. Quando alguém chega à conclusão que não é feliz na opção que tomou, não é obrigado (a) a continuar nesse caminho. A liberdade é o que Deus mais respeita em qualquer pessoa. Sendo assim, se a (o) jovem não está feliz, tem todo o direito de escolher outro rumo na vida.

 Agora?

A vocação é um processo, como toda a história de amor. Não há certezas, apenas uma certeza na fé, como teve Abraão (Gn. 12). Se esperas uma certeza absoluta, jamais a encontrarás. Podes ficar sentado à espera, que a velhice irá chegar sem teres nenhuma certeza.

O amor é um risco, como já foi dito, mas é bom arriscar nas mãos de Deus. Sabemos que Ele é sempre fiel e mais do que ninguém, quer a nossa felicidade. Quanto maior o risco, maior a aventura, e ainda mais a alegria de se sentir chamado (a) por alguém que nos ama infinitamente.



28 de Abril de 2011

1 comentários

Mónica , 16-Mai-2011 00:05:42
Li com atenção este texto que fala sobre a vocação. Concordo que a vocação é um risco mas não será que este tema da vocação está em descrédito ou já perdeu a actualidade? Eu penso que toda a vida é um risco e é esta aventura do risco que nos dá felicidade. Eu ando à procura da felicidade, de realização, mas vejo tudo tão escuro...










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